19.3.11

auto-clique #5

Ooh ooh so put your arms around me
You let me believe that you are someone else
Ooh ooh cause only time can take you
So let me believe
That I am somewhere else

Quem é ela #2

alguém que abraça silêncios como quem revela fotografias.

alguém por quem tu te apaixonaste e desapaixonaste

alguém que respira fundo quando acorda
e quando se deita.

alguém que sabe que a pura verdade
nem sempre é a mais pura

13.3.11

auto-clique #4


Joan as police man
magic

Estudos de caso #2

Ontem deu-se a manifestação Geração à Rasca.
Portugal mostrou a sua voz, as suas indignações, as suas necessidades, os seus quereres. Portugal falou. Portugal esteve bem, quem foi manifestar-se esteve bem. Resta-me no entanto a pergunta - quantos dos que se manifestaram, foram às urnas votar nas, não vamos mais longe, últimas duas eleições de portugal?

Para mim, é simples - muito menos. E por uma razão: a diferença que existe entre a ideia de quanto vale um só, e quanto valem vários sós.
- O voto é secreto, é único, é individual, é um simples papel.
- A manifestação é colectiva, tem voz, é de todos, é vista por todos.

As pessoas não acreditam no poder individual, as pessoas não acreditam no seu próprio poder. As pessoas não acreditam em si, as pessoas não acreditam nas suas capacidades, as pessoas não acreditam que cada um de nós, com a sua ausência ou presença, está a contribuir para um dos lados. As pessoas não acreditam em espelhos, na capacidade de nos fazermos reflectores.
As pessoas não se acreditam, excepto quando há várias pessoas a não acreditar na mesma coisa - aí a sociologia vence em detrimento da psicologia do ser.

Dito isto, resta-me espenicar o refrão da letra da música dos homens da luta em jeito de manifesto, e em amizade à minha consciência, com a seguinte alteração.

E o povo avança é na rua a gritar
mas nas urnas se não votar
de noite ou dia, a luta é uma inglória alegria

11.3.11

auto clique #3

auto-clique #2


O garoto arrisca-se a morrer
Pois muito se cansa a correr
Por entre os objectos amados

léon-paul fargue


auto-clique #1


the gift - made for you

crónicas ao deus dará #2

o amor é uma espécie de tarde, numa espécie de paisagem turva.
não nos devíamos sequer atrever a olhá-lo. É meio caminho andado para nos deixarmos levar, cortar a paisagem, furar, caminhar, furar, correndo, sempre na ânsia da paisagem, naquele preciso ponto de vista, ganhar resolução.

10.3.11

crónicas ao deus dará #1

parece que o estado português deixa abrir empresas com um capital mínimo de 1€.
A notícia fez-me lembrar um comentário que me fizeram no outro dia quando ao contactar uma entidade do estado obtive este afável interesse "é que sabe...quando a esmola é muita, o pobre desconfia", a propósito de uma doação que um cliente pretende fazer a uma instituição de caridade.

pôr em prática #1

seremos certamente mais inteligentes, se pensarmos primeiro.
pode parecer óbvio ou até algum sarcasmo, mas não é.

desconfio que na maioria das vezes as pessoas simplesmente não querem ser inteligentes e pior, não se importam. Perante um problema, a primeira coisa que pensamos é "tenho de arranjar uma solução" e não "que hipóteses temos para/de a resolver?" E depois, sequiosos da solução, agarramos a primeira ideia que nos vem à cabeça (aquela que leste no jornal a semana passada) e voilá, assunto encerrado. Next?

Estudos de caso #1

Descobri a cura para a falta de sono.
Ouvir/ver filmes em línguas que não compreendes.
Por mais que tentes, o teu nível de absorção de informação é abaixo de 0 e o teu cerébro adormece de tanto tentar.
A sério, é solução perfeita e sem contra-indicações.
No meu caso, francês basta(ou)-me.

9.3.11

Hoje aprendi #1

surpreendam-se caros anónimos de nomes diversos,
a abrir o capot do meu carro.
carro que tenho há mais de 4 anos diga-se.

8.3.11

Quem é ela #1

É verde, verde do céu. verde do mar. verde do amor. verde do campo. verde das palavras. verde da vida. ela é verde de todas as cores porque na verdade, o verde para ela não é uma cor, é um condicionalismo imposto à sua nascença.

na barriga da sua mãe, prestes a sair para o mundo, alguém lhe sussurou:
- todos nós nascemos a gostar mais de uma cor do que outra, dizem que é uma questão de identificação mas o teu caso é diferente.
A cor em ti, é uma questão de personalidade.